Cursed, a recriação sombria da Netflix das lendas clássicas Arturianas, tem um elenco muito bom. O ex ator de Teen Wolf, Immortals, The Originals e Medici aparece Daniel Sharman como Monge Choroso, o vilão mais fascinante de Cursed. Confira entrevista completa:

Como projetado pelo maestro de quadrinhos e co-criador de Cursed, Frank Miller, o Monge Choroso é um caçador de Feérico assustador e com um passado misterioso e surpreendentemente trágico, enquanto ele começa a série do zero, ele acaba desempenhando um papel importante na mitologia arturiana renovada em Cursed. Como você vera ele não é exatamente um personagem novinho em folha, mas é uma nova versão de um arco bem trilhado, e Sharman merece todo o crédito por trazer a presença ameaçadora do monge para a tela.

Nesta entrevista exclusiva para o site Looper, Daniel Sharman discute que caminho ele trilhou em Cursed, como ele se preparou para interpretar o papel e como o traje distinto do Monge Choroso acabou assustando os cidadãos ingleses todos os dias. Só não espere spoilers – se você quiser conhecer os maiores segredos do Monge Choroso, precisara assistir a série.

Sendo de Londres e um ator que já trabalhou em tantos projetos britânicos, como foi trabalhar em uma série que muda as lendas arturianas clássicas?

Foi interessante. Essa foi uma das razões pelas quais eu quis fazer, porque foi uma reviravolta. Existem muitas reviravoltas, e isso foi divertido porque, obviamente, minha interpretação sempre foi uma versão muito estereotipada da lenda arturiana, e ter essa subvertida foi muito legal. Isso desafiou minha ideia de como isso seria, e eu pensei que seria importante se você fizer algo que já foi feito milhões de vezes. Você precisa ter uma razão para fazê-lo e uma maneira diferente de fazê-lo.

E isso para mim, pareceu como uma visão diferente. Tem várias surpresas ao longo do caminho. Este não é um modelo que vemos repetidamente, e eu gostei disso. E então, voltar para a Inglaterra foi estranho. Eu não estava de volta a muito tempo. Então, era uma coisa adicional voltar para casa e voltar ao país em que cresci.

Como a história de Cursed ilustrada influenciou sua interpratação? Quanto de si mesmo você colocou no seu personagem?

Bem, Frank [Miller] tinha esses desenhos incríveis com os quais trabalhamos, e havia certas coisas que eu queria para o personagem que tecemos na narrativa de quem ele era. Tudo isso se resumia ao tecido de sua fantasia e coisas assim. Então, havia pequenas coisas que eu realmente queria, mas em grande parte Frank tinha essa ideia de como seria e como seria a espada, e tudo isso. Foi legal, e então você entra e usa todas essas coisas para fazer uma história de fundo, inventar quem é essa pessoa. E então você começa a fazer, o que diminui a pressão. Você está colaborando com pessoas que sabem o que estão fazendo.

O Monge Choroso tem algumas cenas com espada na primeira temporada. Você teve algum treino especial nessa parte?

Sim, muito treinamento de luta. Eu tinha acabado de fazer um projeto em que andava a cavalo e também de treinar luta, e por isso não foi inteiramente novo pra mim, embora esse fosse um nível totalmente diferente de treinamento. Obviamente, eu tive que entrar em uma forma incrível, porque os rigores para isso eram específicos, entãotrabalhei muito e muito nisso, passando pelas rotinas e depois movendo meu corpo dessa maneira e empurrando meu corpo ao limite. E também descobrindo como ele lutava, como se ia parecer. E assim, comecei a obter influencias de diferentes tipos de luta e diferentes tipos de disciplinas para me colocar em um espaço onde eu pudesse descobrir como ele se move. Isso foi uma camada após camada sobre a tentativa de criar esse personagem.

O Monge Choroso tem uma maquiagem bem interessante. Houve outras variações de sua maquiagem antes do resultado final?

Sim. Tentamos alguns looks, uma marca de nascença. Eu queria que ele tivesse uma sensação de parecer assim. Em um ponto, parecia algo do AC/DC. Então, trabalhamos nisso e passamos por várias interações diferentes até encontrarmos algo que funciona que não é muito louco.

Como foi trabalhar com atores como Katherine Langford e Gustaf Skarsgard?

Foi ótimo. Tenho certeza que você foi informado pelos outros atores, mas nós ficamos separados porque eram histórias diferentes acontecendo juntas. Então não nos vimos muito trabalhando, o que é raro para mim, porque você geralmente conhece todos muito bem e tem uma relação com todos. Você cria laços com as pessoas, mas, para isso, éramos tão separados que eu só vi Gustaf na academia. Nadamos, fizemos músicas estranhas aqui e ali, mas em grande parte estávamos sentindo falta um do outro no trabalho.

Portanto, não foi um grande conjunto nesse sentido, não para mim. Eu estava amplamente isolado. Eu entrava e fazia meu trabalho e depois saia. Eu tinha alguns amigos e familiares em Londres, então eu tinha um lugar para ir e me reconectar. Então, em grande parte, não consegui ver muito deles, mas é adorável vê-los nisto porque na verdade estávamos tipo ‘’ei, como vai você?’’

Você tem algum momento favorito ou história favorita dos bastidores?

Bem, o importante era que a roupa era incrível só de ver, mas muito difícil de colocar. Uma vez, torci o tornozelo antes de ir para o set. Fui basicamente para a área de Acidente e Emergência em um hospital no meio da Inglaterra, com minha roupa de Grim Reaper (Banda), com a minha capa. Sentado na sala de espera na sala de emergência com todas essas pessoas entrando e pensando: ‘’Oh Deus, a morte realmente chegou.’’

Eles me pediram para esperar em uma sala diferente porque eu estava assustando alguns dos outros pacientes. Então, nos sentamos lá, vestidos, porque eles não podiam cortar a bota fora. Ficamos ali, assustando as pessoas no meio da Inglaterra comigo, olhando para elas, pensando: ‘’você é o próximo.’’

O que seus fãs devem esperar antes de assistir Cursed?

Bem, acho que há uma grande fantasia épica, uma fantasia sombria. Então você pode esperar uma história que se parece com um conto de fadas que se transforma em um mundo de Frank Miller muito rapidamente. Portanto, há um pouco de jornada a percorrer, e se você continuar até o fim, acho que você sairá e pensara: ‘’uau, isso é que é um mundo inteiro que acabou de ser criado.’’

Tradução & Adaptação: Júlia Worlers e Angélica Luiza
Fonte: Looper