Daniel é capa da revista Style Magazine Italia no mês de Setembro de 2018. Daniel Sharman, de 32 anos, já tem 23 anos de carreira, tendo começado ainda criança na Royal Shakespeare Company. O ídolo das garotas em “Teen Wolf” deixa a fantasia para uma série de história: Daniel Sharman será o Lorenzo na segunda temporada de “I Medici“: [um Obama que estava à frente de seu tempo]. Ambicioso e viciado em trabalho como o senhor de Florença, ator, 32 anos, é apaixonado pelas séries de TV italianas e também pela arte e livros. “Mas minha religião é o Arsenal.” – Daniel Sharman. Confira a entrevista traduzida e scanners da revista:

NUNCA FAÇA UMA SÉRIE MAIS DO QUE UMA TEMPORADA: SE MANTENHA MAIS COMO UM ACABAMENTO DA PARTE [DA SÉRIE] DO QUE PARA O SEU EGO. – Daniel Sharman

Quem foi foi Lorenzo De’ Medici’?
É difícil separar a lenda dos fatos históricos: certamente foi um daqueles indivíduos que conseguiu captar o lugar e a era em que viveram, e também ver em certo sentido o futuro, interessando-se por ciência, filosofia e tudo o mais. Então o renascimento se tornou famoso. Essa capacidade de olhar para frente, de antecipar os tempos, permitiu que seu mito crescesse mais e mais. Mas do outro lado ele era um grande manipulador, um homem muito ambicioso. Estudando sua história, eu percebi que ele nunca foi totalmente satisfeito, apesar do que ele foi capaz de alcançar no arco de sua vida excepcional.

Você que expressou publicamente em apoio ao candidato presidente dos EUA, Bernie Sanders, você vê Lorenzo em alguns políticos hoje?
É difícil fazer uma comparação com os eventos atuais porque Lorenzo é quase um personagem shakespeariano, um cruzamento entre Hamlet e Henrique IV para conquistar o poder e lutar para mantê-lo com um charme e genialidade únicos. A única coisa que vem à mente é Barack Obama, um político experiente, capaz de permanecer concentrado e ser fascinante mesmo nas situações mais difíceis.
Falando de personagens shakespearianos, você começou do teatro… Você já sonhou com a tela grande e pequena?
O palco e a câmera exigem uma formação diferente. Mas na base de tudo há a força para trabalhar dia após dia, tentando reinventar, ir mais à fundo, e acho que isso é aprendido fazendo teatro. O bom é que você pode transferir a preparação para qualquer outro meio, como a televisão, pela qual eu realmente me apaixonei. Para mim, o cinema é um meio mais sincero para destilar a sua capacidade da realidade: a verdade das coisas surge quando você remove o supérfluo.

Você já teve medo de ser reconhecido apenas como personagem de uma série de TV? Por exemplo em Troy Otto por Fear The Walking Dead.
É claro, é por isso que eu prefiro nunca fazer séries por mais de uma temporada, também porque se você mantiver uma parte maior, você deixará de ser honesto e acabará fazendo isso pelo seu ego e não trazendo algo para esse personagem.

Como foi, fazer uma série de fantasia, e depois voltar para o século XV em Florença?
Fascinante! Sou artista e sempre amei a arte da Alta Renascença, em particular as obras de Sandro Botticelli.

Que tipo de artista?
Eu pinto à óleo, tenho um estilo muito dativo, muito renascentista. Lembro-me de quando eu era criança na escola, estava projetando o David de Michelangelo, especialmente suas mãos, e a maravilha de quando eu finalmente fui para a faculdade pela primeira vez quando adolescente! Ter o [desculpe] para voltar a estudar essa época foi um presente.

Quais partes da Itália você visitou para sua pesquisa?
Eu tracei uma semana para Florença, onde conheci professores e pesquisadores da universidade que falaram comigo sobre Lorenzo De’ Medici.

Sharman entrou no coração do público mais jovem, graças à série de fantasia: Teen Wolf, depois para The Originals, depois para Fear the Walking Dead.

Falando de dublagem, você emprestou sua voz para um audiobook, Clockwork [As Peças Infernais: Princesa Mecânica] de Cassandra Clare.
Adorei! Eu sou um pouco “anti-social” (risos) então ficar sentado em um estúdio por quatro dias apenas para ler para mim era incrivelmente intenso, inesquecível. Não conhecia o livro, gravei-o enquanto o estava lendo pela primeira vez e depois chorei e li de novo, nem precisávamos refazer as gravações.

EU SOU ANTISOCIAL: SE FECHAR EM UM QUARTO PARA LER QUATRO DIAS PARA MIM É UM SONHO. – Daniel Sharman

Era uma fantasia, um gênero que você já enfrentou muitas vezes: você gosta particularmente disso?
Eu não acho que tenha alguma preferência, topo qualquer trabalho que me oferecem.

Você é um ótimo leitor?
Eu realmente gosto de ler, especialmente livros físicos, sem ebook [digital]. E eu prefiro livros de romances. A biografia de Lorenzo o Magnífico, ele tinha centenas de páginas, carreguei-o por toda a Uganda…
Viagem aventureira…
É claro que para fazer isso com a maior frequência possível: eu levei a mochila e como eu e meu irmão iamos ver vários lugares diversos, para entender como as pessoas realmente vivem em outras partes do mundo. Eu tenho feito isso por toda a vida e espero continuar por muito tempo.

Próximo destino?
Talvez Gioappone, e depois a África Central e Oriental. Eu ainda tenho tantos lugares para ver que é difícil escolher um.

Quem é Daniel quando ele não está no set?
Um viajante, um pitor, eu jogo futebol para ficar em forma e torço pelo Arsenal, o que é basicamente uma religião para mim. Mas eu tenho que admitir que sou um pouco viciado em trabalho, o que eu mais amo é trabalhar.

Fotos: Massimo Pamparana
Entrevista: Valentina Ravizza
Roupa: Luca Roscini
Daniel veste: Armani

Confira os scanners da revista:

Confira as fotos do photoshoot desta edição:


Fonte: Style Magazine Italia
Tradução & Adaptação: DSN