A BT TV conversou com Daniel Sharman para descobrir tudo o que você precisa saber sobre a  segunda temporada da série Medici: The Magnificent. Daniel fala mais como foi se preparar para as filmagens da série e sobre suas percepções e conclusões sobre Lorenzo De’ Medici, além das características de ambos. Confira:

A história dos Médici não é muito conhecida fora da Itália – como foi sair para filmar e como tem sido a reação na Itália?

Esta história é incrivelmente importante para os italianos. É uma época que eles se orgulham muito. Mas eles nos deram sua bênção. E nós estávamos realmente tomando conta das cidades toscanas, que permaneceram intocadas e parecem as mesmas que no passado. 1400 e 1500. É notável como pouco mudou. Você pode apenas olhar em volta e e tudo está imerso.

As pessoas são incrivelmente, incrivelmente acolhedoras. Eles conhecem a sua história, a história de Lorenzo e dos Medici e até mesmo as cidades que odiavam historicamente os Medici que famosamente tinham animosidade à dinastia, eles nos receberam de braços abertos.”

Como foi lutar com Sean Bean?

Eu me lembro dele muito claramente desde a minha infância. Houve um momento muito específico, em que você dá um passo atrás e entende que é a pessoa que você assistiu na televisão, sobre a qual você leu e apreciou por todos esses anos, e ele está parado bem ali. Você fica em choque.

Mas isso se dissipa muito rapidamente, porque você está trabalhando no mesmo projeto e tem um trabalho a fazer. Adorei trabalhar com ele e havia algo muito aberto e natural sobre Sean. Você pode ver por que ele interpretou tantos personagens icônicos como ele é capaz de passar algo verdadeiro. E isso foi ótimo de se ver. “

Que lições você acha que os líderes europeus de hoje poderiam aprender com Lorenzo?

Bem, eu acho que é um lembrete muito oportuno de que há outras maneiras de liderar. Ele era alguém que acreditava muito no poder e beleza da arte. Reunia pessoas para discussão. E tinha uma crença única de que somos melhores juntos.”

O que fez de Lorenzo uma figura tão importante na história italiana?

Ele foi o primeiro de sua espécie e ficou conhecido como Lorenzo, o Magnífico, porque as pessoas ressoaram com sua filosofia e se uniram por trás disso. Estamos passando por um momento sombrio agora e antes do Renascimento, a Europa estava na Idade das Trevas e as coisas eram muito internos, reativos, suspeitos e ingênuos, mas Lorenzo mostrou o que poderia acontecer quando você se abre, defende a arte, aprende conhecimento e debate.

“Eu acho que os líderes poderiam aprender que existe outra maneira e acreditar em algo bonito e acreditar que a união não é algo que possa ser comprometido. Espero que seja algo que as pessoas se inspirem.”

Como eram suas habilidades de luta de espadas antes da série?

Eu usei a espada um pouco na escola de teatro e um pouco no palco em Othello. Eu sabia usar uma espada, mas eu não sabia dominar de modo algum.

E também, eu não era de forma alguma profissional em andar a cavalo ao nível que eu pensava que era! Eu aprendi muito sobre os dois no trabalho.”

Quanta pesquisa você teve que fazer para o papel de Lorenzo?

Muita leitura. Eu fui à Toscana algumas semanas antes de filmar, por um tempo sozinho para mergulhar no lugar e realmente entender a importância de quem era esse cara. Eu estava andando com uma guia turística em Florença e ela era uma erudita e historiadora.

Ela esbarrou em seu professor na rua e disse: ‘Eu só estou mostrando à Lorenzo Medici todos os seus edifícios’. E as pessoas começaram a chorar e dizer o quão importante ele é e foi. Foi uma percepção para mim sobre quem ele foi e sua história “.

Você mencionou quão importante era a figura dele [Lorenzo] para os italianos – quanta pressão você sentiu para obter seu personagem e para iterpretá-lo?

Com todos os personagens, você deve fazer uma pesquisa, fazer um estudo e depois interpretá-lo e no seu centro, perceber que ele é apenas um ser humano.

Como ator em todos os papéis – e eu interpretei alguns personagens confusos – você sempre tem que identificar e perceber que todos têm desejos, fraquezas, medos e falhas humanas. Acho que uma vez que você fez a pesquisa, não importa como você se parece, qual é a percepção que a pessoa tem da pessoa, é sua versão dessa história e sua verdade. Muita atuação é sobre interpretar a pesquisa e encontrar a verdade para si mesmo.”

Você é um romântico e um otimista como Lorenzo?

Sou romântico. Mais ainda, eu acredito muito na arte. Acredito na importância dela. Qualquer forma de arte, é importante que seja defendida.

Eu acho que é imperativo para a evolução da humanidade – a beleza da criação que você pode fazer é tão importante para a espécie humana. Eu a vejo como uma ferramenta para unir as pessoas. Eu realmente me identifico com esse lado de Lorenzo.”

Tradução & Adaptação: Angélica Luiza
Fonte: BT TV